A jovem cearense Biatriz Silva, de apenas 17 anos, está prestes a embarcar em uma jornada que promete ampliar ainda mais seus horizontes. Apaixonada pelo espaço desde a infância, quando assistia a lançamentos de foguetes ao lado do pai, Biatriz agora se prepara para representar o Brasil na 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), que acontecerá em Hanói, Vietnã. Ela é a única menina entre os cinco estudantes brasileiros que participarão do evento, que começa na próxima sexta-feira (25).
A paixão pelas estrelas
Desde pequena, Biatriz foi incentivada pelos pais a olhar para as estrelas e a sonhar alto. Moradora do bairro do Pici, na periferia de Fortaleza, ela conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia em 2023. Agora, se prepara para enfrentar quatro provas desafiadoras no Vietnã, que incluirão conhecimentos teóricos, análise de dados, telescópio e planetário. Determinada, Biatriz mantém um caderno com mais de 380 estrelas anotadas, incluindo sua favorita, Alchiba, da constelação do Corvo.
Desafios e oportunidades
A trajetória de Biatriz até a competição internacional não foi fácil. Ela competiu com cerca de 300 estudantes de todo o Brasil para garantir uma vaga. O esforço foi recompensado com uma bolsa de estudos em uma escola preparatória para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde pretende seguir carreira em engenharia, possivelmente na área aeroespacial. Como muitos jovens de sua idade, Biatriz equilibra os estudos com momentos de lazer e hobbies, como o desenho, sem que o aprendizado se torne um fardo.
Uma experiência inesquecível
Além de Biatriz, outros quatro estudantes brasileiros se juntam a ela na missão de representar o país no Vietnã. Jailson Henrique Godeiro Neto, Arthur Alencar Spuri, Isaac Victor de Araújo Santos, todos de Fortaleza, e Eyke Cardoso de Souza Torres, de Ourilândia do Norte (PA), completam o time. Para Eyke, a oportunidade é um marco em sua vida: “É muito gratificante ter essa oportunidade, principalmente pelos desafios que envolveram chegar até aqui”, afirma.
O processo seletivo
Para chegar até a Olimpíada Internacional, os estudantes passaram por um rigoroso processo seletivo, iniciado na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Os candidatos do ensino médio precisaram obter nota igual ou superior a 7 na prova do ano anterior, enquanto os alunos do 9º ano do ensino fundamental tiveram que alcançar nota superior a 9. Após três provas on-line em níveis avançados e treinamentos intensivos, 45 estudantes foram selecionados para avaliações presenciais, resultando na escolha dos cinco representantes brasileiros.
Uma aventura internacional
A competição no Vietnã reunirá 67 equipes de todo o mundo, oferecendo aos brasileiros a chance de interagir com jovens de diversas culturas e perspectivas sobre a astronomia. Essa troca de experiências é vista como um dos aspectos mais enriquecedores do evento, permitindo que os estudantes ampliem seus conhecimentos e fortaleçam suas redes de contatos internacionais.
À medida que a Olimpíada se aproxima, a expectativa cresce tanto entre os participantes quanto entre aqueles que acompanham a trajetória dos jovens talentos. Continue acompanhando o RP News para mais atualizações sobre essa emocionante jornada e outras notícias relevantes. Nosso compromisso é oferecer informação de qualidade e contextualizada para você.








