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Moléculas anticâncer se mostram promissoras no combate à malária

Pesquisas recentes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) revelaram que moléculas usadas no tratamento contra o câncer têm potencial significativo no combate ao…

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Moléculas anticâncer se mostram promissoras no combate à malária
Os resultados mostraram que as moléculas foram eficientes na eliminação dos microrganismos em ...

Pesquisas recentes da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) revelaram que moléculas usadas no tratamento contra o câncer têm potencial significativo no combate ao Plasmodium falciparum, o parasita responsável pela maioria dos casos de malária no mundo. Essa descoberta abre portas para o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes, sobretudo em tempos em que a resistência a tratamentos tradicionais se torna uma preocupação crescente.

A importância da pesquisa para a saúde pública

A malária continua a ser uma das principais causas de mortalidade global, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimando cerca de 600 mil mortes em 2024. O Plasmodium falciparum é responsável por aproximadamente 90% desses óbitos, destacando a urgência de novas abordagens terapêuticas. Os tratamentos atuais enfrentam desafios devido à crescente resistência do parasita a medicamentos como a cloroquina e a artemisinina, o que torna o reaproveitamento de fármacos uma estratégia promissora e econômica.

Detalhes do estudo e seus resultados

Financiado por diversas iniciativas da FAPESP, o estudo testou 14 compostos derivados de medicamentos antineoplásicos em laboratório. Esses compostos demonstraram eficácia em eliminar o parasita durante duas fases críticas de seu desenvolvimento: a assexuada e a de gametócitos. Na fase assexuada, o parasita se multiplica dentro das células sanguíneas, causando febre no hospedeiro humano. Já na fase de gametócitos, o parasita infecta mosquitos, facilitando a transmissão da doença. A capacidade dos fármacos de atuar em ambas as fases indica um potencial não apenas para tratar os pacientes, mas também para controlar a disseminação da malária.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar dos resultados promissores publicados na revista ACS Omega, ainda existem preocupações quanto aos possíveis efeitos colaterais das moléculas, já que os testes foram conduzidos apenas in vitro. Alguns compostos mostraram menor toxicidade em células humanas, sugerindo um perfil de segurança aceitável, mas testes in vivo são essenciais para confirmar essa hipótese e avaliar a estabilidade dos medicamentos no organismo humano. Outros efeitos adversos potenciais incluem fadiga, náuseas e alterações hematológicas.

Planejamento de novos fármacos

A equipe de pesquisa liderada por Célia Regina da Silva Garcia está focada em entender como as variações estruturais dos compostos influenciam sua eficácia e segurança. Ao identificar as enzimas histonas desacetilases como alvos terapêuticos chave, os pesquisadores podem desenvolver moléculas mais potentes e seletivas para o tratamento da malária. Além disso, há planos para testar essas moléculas em outras espécies de parasitas, como o Plasmodium vivax, predominante no Brasil e conhecido por provocar recaídas.

O impacto global do combate à malária

A malária afeta principalmente regiões tropicais e subtropicais, com o Plasmodium vivax sendo mais comum em países equatoriais. A capacidade de desenvolver tratamentos eficazes contra diferentes espécies de parasitas é crucial para controlar a doença em diversas partes do mundo. A pesquisa da FCF-USP representa um passo significativo nessa direção, oferecendo esperança para milhões de pessoas que vivem em áreas endêmicas.

Para continuar acompanhando os avanços científicos e suas implicações para a saúde pública, o RP News se compromete a trazer atualizações sobre este e outros estudos relevantes. Fique atento às nossas publicações para informações precisas e contextualizadas.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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