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Política

Entidades repudiam listas de boicote por divergência política

A prática de criação e disseminação de listas que identificam empresas, comerciantes e trabalhadores com o intuito de boicotá-los devido a suas preferências políticas tem gerado uma forte…

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Entidades repudiam listas de boicote por divergência política
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A prática de criação e disseminação de listas que identificam empresas, comerciantes e trabalhadores com o intuito de boicotá-los devido a suas preferências políticas tem gerado uma forte reação de entidades representativas e órgãos ligados ao sistema de Justiça no Brasil. Essa prática, que ganhou força especialmente após as eleições de 2026, tem sido criticada por seu potencial de provocar danos econômicos e sociais, além de ameaçar princípios democráticos fundamentais.

Reações de entidades e órgãos jurídicos

Nas últimas semanas, organizações empresariais, seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) emitiram alertas sobre os riscos jurídicos e democráticos associados a essas iniciativas. A preocupação central é que o uso de listas para incentivar o boicote econômico ou a perseguição profissional por razões político-partidárias infringe preceitos do Estado Democrático de Direito, promovendo discriminação e retaliações injustas.

Impacto no setor de bares e restaurantes

Um dos setores mais afetados por essas listas é o de bares e restaurantes. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) foi uma das primeiras a se manifestar oficialmente, repudiando a circulação de listas que associam estabelecimentos a determinados posicionamentos políticos. Em nota, a Abrasel lembrou que os empresários possuem convicções políticas diversas e destacou a importância do respeito à pluralidade de opiniões. Além disso, alertou que campanhas para prejudicar economicamente empresas e trabalhadores podem resultar em responsabilização civil e judicial.

Posição da Ordem dos Advogados do Brasil

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio de suas seccionais, também se pronunciou contra essas práticas. Em nota divulgada, a OAB frisou que a liberdade de manifestação e a pluralidade de ideias são pilares constitutivos do Estado Democrático de Direito. A entidade alertou que atos de discriminação ou constrangimento baseados em preferências políticas podem levar a consequências legais, reforçando que divergências eleitorais não devem justificar perseguições econômicas ou restrições de direitos.

Ação do Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho (MPT) identificou o uso de plataformas digitais para pressionar empresários a vigiar e expor funcionários com base em suas escolhas eleitorais. Em resposta, o MPT ingressou com uma ação civil pública contra a Meta, exigindo a remoção de publicações que incentivam essa prática. Conforme dados divulgados pelo MPT, logo após o segundo turno das eleições, houve um aumento significativo nas denúncias de assédio eleitoral, com 1.140 casos registrados em apenas três dias.

Efeitos e preocupações futuras

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, destacou que essas práticas prejudicam não apenas trabalhadores assalariados, mas também profissionais autônomos e pequenos comerciantes. As repercussões econômicas e sociais dessas listas de boicote são profundas, afetando a estabilidade e a diversidade econômica local. A preocupação é que essas ações possam criar um ambiente de hostilidade e polarização ainda maiores, comprometendo a convivência democrática.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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