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Complicações do sarampo podem afetar cérebro, audição, visão e pulmões, alerta Saúde de SP

O sarampo, uma doença altamente contagiosa, tem sido motivo de preocupação para a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo devido às suas potenciais complicações severas. Apesar…

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Complicações do sarampo podem afetar cérebro, audição, visão e pulmões, alerta Saúde de SP
A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo

O sarampo, uma doença altamente contagiosa, tem sido motivo de preocupação para a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo devido às suas potenciais complicações severas. Apesar de muitas pessoas se recuperarem completamente, algumas, especialmente crianças pequenas, podem enfrentar sequelas permanentes. Entre os impactos mais preocupantes estão as alterações neurológicas, auditivas, visuais e o comprometimento pulmonar, que pode aumentar a vulnerabilidade a novas infecções e causar dificuldades respiratórias.

Complicações durante a fase aguda

Durante a fase aguda do sarampo, uma das complicações mais graves é a encefalite, uma inflamação cerebral que pode levar a convulsões, alterações no nível de consciência, confusão mental e dificuldades na fala. O infectologista Ralcyon Teixeira, diretor da divisão Médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, destaca que as crianças são particularmente vulneráveis a essas complicações devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento. O comprometimento neurológico pode resultar em alterações cognitivas, perda auditiva e problemas visuais prolongados.

Sequelas raras e graves

Embora raras, algumas complicações do sarampo podem se manifestar anos após a infecção inicial. A panencefalite esclerosante subaguda (PESS) é uma dessas condições, caracterizada como uma doença neurológica progressiva que pode surgir até uma década após o contágio. Essa condição destaca a importância de um acompanhamento médico contínuo para aqueles que contraíram o vírus na infância.

Importância da vacinação

A vacinação é considerada a medida mais eficaz para prevenir o sarampo e suas complicações. A Secretaria de Saúde enfatiza a necessidade de os pais manterem a caderneta de vacinação dos filhos em dia, garantindo que todas as doses sejam administradas conforme o calendário de vacinação. Além disso, crianças que já tiveram sarampo devem ser acompanhadas por pediatras para monitorar o desenvolvimento neuropsicomotor e identificar precocemente eventuais dificuldades de aprendizado.

Esquema de vacinação recomendado

O esquema de vacinação contra o sarampo é bem delineado: aos 12 meses, a criança deve receber a primeira dose da vacina; aos 15 meses, a segunda dose. Entre 15 meses e 29 anos, são necessárias duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Para pessoas entre 30 e 59 anos, é recomendada pelo menos uma dose, enquanto trabalhadores da saúde devem receber duas doses, independentemente da idade. Em algumas cidades, como a Capital, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André, há a recomendação de uma dose zero para bebês entre 6 e 11 meses.

Conclusão

Diante das potenciais complicações do sarampo, a vacinação surge como um imperativo de saúde pública. Pais e responsáveis têm um papel crucial na proteção das crianças, garantindo que o esquema vacinal seja seguido à risca. Acompanhe o RP News para mais informações sobre saúde, prevenção de doenças e outros temas de relevância, reafirmando nosso compromisso com a informação de qualidade.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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