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Saúde

Entidades alertam médicos sobre pedidos de mamografia digital

As entidades médicas que desempenham um papel crucial na prevenção, no diagnóstico e no tratamento do câncer de mama lançaram, nesta semana, um conjunto de orientações sobre a…

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Entidades alertam médicos sobre pedidos de mamografia digital
© José Cruz/Agência Brasil

As entidades médicas que desempenham um papel crucial na prevenção, no diagnóstico e no tratamento do câncer de mama lançaram, nesta semana, um conjunto de orientações sobre a forma correta de solicitar a mamografia digital. A preocupação central é que, se os pedidos não forem preenchidos com o devido cuidado, podem ser negados ou mal interpretados pelas operadoras de planos de saúde, prejudicando o acesso ao exame.

O documento foi elaborado em conjunto pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). O objetivo principal é ampliar o acesso a este exame, que é considerado um dos métodos mais eficazes para o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do câncer de mama.

Novas diretrizes e a importância da mamografia digital

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde passaram a ser obrigados a oferecer a mamografia digital sem qualquer restrição de idade ou gênero, desde que o exame seja indicado por um médico. Apesar dessa mudança, as entidades médicas têm recebido relatos de que alguns pedidos estão sendo negados ou que os pacientes estão sendo submetidos a modalidades diferentes do solicitado, devido a problemas na forma como o pedido é preenchido.

Um pedido bem justificado e objetivo é fundamental para que os estabelecimentos de saúde identifiquem corretamente o procedimento, reduzindo falhas nos fluxos de autorização. Isso evita que a modalidade digital, indicada pelo médico, seja equivocadamente interpretada como uma mamografia convencional, o que pode comprometer a qualidade do acompanhamento clínico.

Orientações práticas para médicos e clínicas

As entidades médicas recomendam que, sempre que a modalidade digital for a indicada, o pedido deve especificar claramente “mamografia digital”, em vez de apenas “mamografia”. Além disso, a solicitação deve incluir a finalidade clínica, como rastreamento, investigação diagnóstica, controle de alteração mamária ou acompanhamento de tratamento. Isso é crucial para assegurar que o exame correto seja autorizado e realizado.

As orientações também são direcionadas a clínicas e serviços de diagnóstico por imagem, bem como às operadoras de planos de saúde. Esses atores são encorajados a atualizar pedidos, formulários, sistemas e fluxos de autorização para incorporar as novas regras, garantindo assim que o acesso à mamografia digital seja feito de forma eficiente e sem entraves.

Impacto da resolução normativa da ANS

Antes da alteração promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cobertura obrigatória para mamografia digital era limitada a mulheres entre 40 e 69 anos. Com a nova resolução normativa, não se pode mais usar idade ou gênero como critérios isolados para negar o procedimento, desde que haja indicação médica.

A mamografia convencional já era coberta para qualquer pessoa, mas a digital, por suas características e benefícios adicionais, enfrentava uma barreira etária. As imagens digitais são armazenadas em formato que facilita o acompanhamento da evolução clínica, permitindo que diferentes especialistas possam analisar os resultados de forma mais prática e integrada.

O RP News continuará acompanhando de perto as implicações dessa mudança nas políticas de saúde, reforçando nosso compromisso com a disseminação de informações precisas e relevantes. Fique atento a novas atualizações sobre este e outros temas de saúde pública em nosso portal.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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