Ir para o conteúdo
970×90 – home topo
Saúde

Câncer de mama: mulheres negras morrem 3,8 vezes mais que brancas

Uma nova publicação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela uma preocupante disparidade racial na taxa de mortalidade por câncer de mama no Brasil. De acordo com o…

ACESSIBILIDADE
728×90 – materia topo
Câncer de mama: mulheres negras morrem 3,8 vezes mais que brancas
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma nova publicação do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela uma preocupante disparidade racial na taxa de mortalidade por câncer de mama no Brasil. De acordo com o estudo, intitulado ‘Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama’, mulheres negras têm uma taxa de mortalidade 3,8 vezes maior em comparação com mulheres brancas. Este dado alarmante reflete profundas desigualdades na área da saúde e levanta questões sobre acesso a diagnósticos e tratamentos adequados.

Desigualdades no acesso à saúde

Renata Maciel, coordenadora da divisão de detecção precoce do Inca, destaca que, embora mulheres brancas apresentem maior incidência da doença, as negras sofrem mais fatalidades. Isso pode estar relacionado a um acesso desigual ao diagnóstico precoce e às terapias de tratamento. Além disso, as mulheres negras têm uma maior incidência do subtipo triplo negativo da doença, considerado mais agressivo.

O exame de rastreamento mamográfico, essencial para a detecção precoce, é realizado em menor número entre mulheres negras, especialmente na faixa etária de 50 a 69 anos. Este dado reforça a necessidade de políticas públicas que garantam equidade no acesso aos serviços de saúde.

Fatores de risco e prevenção

Roberto Gil, diretor-geral do Inca, salienta que além de fatores biológicos, questões socioeconômicas e comportamentais desempenham um papel crucial nas disparidades observadas. O consumo de bebidas alcoólicas, por exemplo, é maior entre mulheres negras, aumentando o risco de desenvolvimento do câncer de mama.

A publicação do Inca recomenda o fortalecimento de políticas de prevenção e promoção da saúde, incentivando hábitos saudáveis como atividade física regular, alimentação balanceada e aleitamento materno, para reduzir fatores de risco modificáveis.

Impacto social e cultural

As disparidades raciais na saúde não são um problema isolado. Elas refletem condições sociais mais amplas, como desigualdades econômicas e estresse relacionado às condições de vida. Entender o impacto da ancestralidade e genética é fundamental para abordar essas diferenças de forma eficaz.

A história de Solange Barbosa de Freitas, artesã de 57 anos, reforça a importância do diagnóstico precoce. Descobriu a doença durante uma campanha do Outubro Rosa e enfrentou um tratamento agressivo, incluindo três cirurgias. Sua experiência é um lembrete do papel crucial de campanhas de conscientização e exames de rotina.

Câncer de mama no Brasil em números

O câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, com cerca de quatro em cada cinco diagnósticos ocorrendo após os 50 anos. Estima-se que 17% dos casos possam ser prevenidos com hábitos saudáveis. O lançamento da publicação do Inca ocorreu no evento Outubro Rosa, em homenagem ao Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, destacando a necessidade de combater as desigualdades na saúde.

Continue acompanhando o RP News para mais informações sobre saúde pública e temas relevantes para nossa sociedade. Comprometidos com a qualidade e a diversidade informativa, seguimos trazendo notícias que fazem a diferença.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

728×90 – materia apos conteudo