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Economia

Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal

O mercado financeiro brasileiro enfrentou uma terça-feira turbulenta, marcada por uma expressiva alta no valor do dólar e uma nova queda no índice Ibovespa. Esse cenário de instabilidade…

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Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal
© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro enfrentou uma terça-feira turbulenta, marcada por uma expressiva alta no valor do dólar e uma nova queda no índice Ibovespa. Esse cenário de instabilidade ocorre em meio à apreensão dos investidores diante das incertezas fiscais após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A moeda norte-americana avançou cerca de 0,74%, fechando cotada a R$ 5,486, muito próxima da marca de R$ 5,50. Enquanto isso, o principal índice da bolsa brasileira recuou pela sexta vez consecutiva, atingindo seu menor nível desde janeiro.

Contexto e Cautela no Mercado

A movimentação no mercado reflete preocupações com a política fiscal do governo e a expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, agendada para esta quarta-feira (4). Desde a confirmação da vitória de Lula, no dia 25 de outubro, o real tem enfrentado uma pressão crescente, resultado das dúvidas sobre a condução das contas públicas e as propostas econômicas que estão por vir. Essas incertezas são agravadas por um cenário externo também marcado por tensões, como as eleições legislativas nos Estados Unidos, que adicionam volatilidade ao mercado global.

Fatores Influenciadores do Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,74%, atingindo R$ 5,486. Durante o pregão, a moeda chegou a superar os R$ 5,50, demonstrando a cautela dos investidores em relação à política econômica. Entre os fatores que influenciaram essa alta estão as incertezas fiscais, a expectativa pela decisão da taxa Selic e as discussões em torno das propostas econômicas de André Lara Resende, que sugerem mudanças no regime monetário. Apesar de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmar que essas propostas não estão em pauta, o mercado reagiu com desconfiança.

Impactos na Bolsa de Valores

O Ibovespa fechou a terça-feira em queda de 1,42%, marcando um acumulado de seis pregões consecutivos de perdas desde a reeleição de Lula. No pregão anterior ao resultado das urnas, o índice estava acima de 205 mil pontos, enquanto agora se encontra em 165.528,92 pontos. Ações de gigantes como Petrobras e Vale foram as mais negociadas, contribuindo para a pressão negativa sobre o índice, especialmente em um dia de ajustes nos preços internacionais do petróleo e de outras commodities. O mercado externo, apesar de uma leve recuperação das ações de tecnologia nos Estados Unidos, não foi suficiente para reverter as perdas no Brasil.

Expectativas para a Selic

A expectativa pela reunião do Copom, que acontece nesta quarta-feira, mantém o mercado em suspense. A taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, pode ser mantida em razão da piora nas expectativas inflacionárias e da desvalorização do real. O boletim Focus, divulgado nesta terça, aumentou a projeção de inflação para 2027, de 4,34% para 4,76%, ultrapassando o teto da meta de 4,5%. A estimativa para a Selic no fim de 2024 também subiu, de 11,75% para 12,50%, alimentando ainda mais a incerteza sobre o futuro econômico.

Neste cenário de instabilidade, a decisão do Banco Central e o comunicado sobre os próximos passos da política monetária serão cruciais para determinar o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos dias. Acompanhe o RP News para se manter informado sobre os desdobramentos desse e de outros temas relevantes, reafirmando nosso compromisso com a qualidade e a profundidade das informações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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