A partir deste domingo, 1º de novembro, inicia-se o período de piracema no estado de São Paulo, um momento crucial para a preservação das espécies nativas de peixes de água doce. Durante essa fase, a Polícia Ambiental intensifica a fiscalização nos rios e represas, com o objetivo de coibir a pesca ilegal que pode ameaçar a reprodução dos peixes. Este esforço de monitoramento é especialmente concentrado nas regiões de São José do Rio Preto, Araçatuba, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Itapetininga, Sorocaba e Jundiaí.
Importância da piracema
A piracema é um fenômeno natural que ocorre anualmente, permitindo que os peixes subam os rios para desovar. Este processo é essencial para a manutenção dos ecossistemas aquáticos e para garantir a continuidade das espécies. No estado de São Paulo, a prática da pesca é rigorosamente controlada durante este período, com legislações específicas que visam proteger o meio ambiente. Segundo normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as restrições à pesca estarão em vigor até 28 de fevereiro de 2027.
Restrições e exceções
Durante a piracema, é proibida a retirada de espécies nativas dos mananciais. Contudo, a pesca de espécies exóticas, como tilápias, tucunarés e corvinas, ainda é permitida em locais autorizados, respeitando o limite de 10 quilos mais um exemplar extra para pescadores amadores. Algumas áreas, como os rios Aguapeí, do Peixe e São José dos Dourados, têm restrições ainda mais rígidas, proibindo todas as modalidades de pesca.
Consequências legais e ambientais
O desrespeito às restrições pode resultar em pesadas penalidades. A multa inicial por pesca ilegal em período ou local proibido é de R$ 1.000,00, podendo chegar a R$ 100 mil, acrescida de R$ 20 por quilograma de pescado. Além da multa, os equipamentos utilizados na pesca, como redes e embarcações, podem ser apreendidos. Na esfera criminal, o artigo 34 da Lei Federal nº 9.605/1998 prevê pena de detenção de um a três anos, ou multa, ou ambas. Reincidências agravam as penalidades.
Impactos ecológicos
Além das consequências legais, a pesca ilegal durante a piracema pode causar danos significativos aos ecossistemas aquáticos. A diminuição das populações de peixes afeta não só a biodiversidade, mas também a pesca profissional e amadora, o turismo e as economias locais que dependem dos recursos hídricos. Preservar a piracema é, portanto, fundamental para a sustentabilidade ambiental e econômica das regiões afetadas.
Fiscalizações e participação pública
Desde o início da piracema, a Polícia Ambiental tem reforçado as operações de fiscalização. Em um período recente, foram apreendidas 19 embarcações e aplicados R$ 533 mil em multas na região de São José do Rio Preto. A colaboração da população é vital, e denúncias de pesca irregular podem ser feitas pelo telefone 190. A participação ativa dos cidadãos ajuda a garantir a eficácia das medidas de proteção ambiental.
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Fonte: https://g1.globo.com








