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Economia

Bancos começam a devolver R$ 1,3 bilhão a apostadores de bets

A partir desta sexta-feira (9), bancos e instituições financeiras iniciam a devolução de aproximadamente R$ 1,325 bilhão que estava retido nas contas de apostadores, resultado do fechamento de…

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Bancos começam a devolver R$ 1,3 bilhão a apostadores de bets
© Antônio Cruz/ Agência Brasil

A partir desta sexta-feira (9), bancos e instituições financeiras iniciam a devolução de aproximadamente R$ 1,325 bilhão que estava retido nas contas de apostadores, resultado do fechamento de plataformas de apostas on-line afetadas pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026 do governo federal. A ação beneficia cerca de 26,5 milhões de apostadores e se estenderá até a próxima quarta-feira (14).

Contexto e Relevância

A MP 1.394/2026 foi uma resposta governamental para lidar com o crescente problema das apostas virtuais e suas implicações econômicas e sociais. O fechamento de plataformas de apostas ilegais é parte de um esforço mais amplo para combater o endividamento familiar e os impactos negativos do jogo compulsivo. Essa medida se insere em um contexto em que o governo busca regulamentar e fiscalizar de forma mais rigorosa o setor, que havia sido legalizado em 2018, mas cuja regulamentação efetiva não foi implementada até recentemente.

Processo de Devolução

Os apostadores devem observar as movimentações em suas contas bancárias para assegurar que a devolução dos valores ocorra conforme o esperado. O cronograma estipulado pelo governo é claro: até 5 de outubro, os apostadores poderiam sacar voluntariamente os valores; a partir de 6 de outubro, as plataformas começaram a ser retiradas do ar; entre 7 e 8 de outubro, os dados dos saldos foram enviados aos bancos; e de 9 a 14 de outubro, os valores devem ser devolvidos. A partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal será responsável por gerir os casos pendentes devido a dificuldades operacionais.

Desafios e Investigações

Um dos desafios enfrentados pelo governo é o grande número de contas com saldos baixos. Aproximadamente 86,2 milhões de contas têm valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões. Além disso, há uma atenção especial a saldos elevados, com cerca de 40 CPFs sob investigação por possíveis irregularidades, como suspeitas de lavagem de dinheiro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está à frente dessas análises, ressaltando a importância da transparência e da legalidade no processo.

Prevenção de Fraudes

Com a movimentação financeira envolvida, há um risco elevado de fraudes. Para evitar golpes, os apostadores são orientados a utilizar apenas canais oficiais do governo e das instituições financeiras. É crucial desconfiar de qualquer mensagem que exija pagamento de taxas para liberação de valores e nunca compartilhar senhas ou códigos bancários com terceiros. A devolução deve seguir o cronograma oficial e não requer pagamentos antecipados.

Motivações para Proibição

A iniciativa do governo de proibir as bets insere-se em um conjunto de medidas econômicas destinadas a mitigar o endividamento das famílias e os problemas associados aos jogos virtuais. A regulamentação do setor começou a ser estruturada em 2023, após um período de inatividade regulatória desde a legalização em 2018. Com o aumento das plataformas ilegais, o governo se viu pressionado a agir de maneira mais assertiva para proteger os consumidores e regularizar o mercado.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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