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Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Semana Mundial do Aleitamento Materno, que este ano traz o tema ‘Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona’, marca o início do Agosto Dourado, uma campanha global promovida pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA). Este movimento busca conscientizar sobre a importância do aleitamento materno como prática essencial para um início de vida saudável e sustentável.

No Brasil, o Ministério da Saúde reforça o compromisso com a proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno, destacando sua relevância não apenas para a nutrição infantil, mas também como uma estratégia para garantir a segurança alimentar e reduzir a pobreza. Durante o mês de agosto, diversas ações são promovidas para incentivar o aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses de vida, uma prática que traz benefícios significativos para a saúde da criança e da mãe.

Experiência de uma mãe

A realidade da amamentação é vivida intensamente por Lorrany Duarte, que recentemente deu à luz a pequena Elisa. Mãe pela segunda vez, Lorrany está determinada a oferecer leite materno em livre demanda nos primeiros meses de vida da filha. Ela relembra as dificuldades enfrentadas com sua primeira filha, que precisou ser alimentada com fórmula infantil, e os impactos negativos que isso trouxe para a saúde da criança.

Com o apoio de sua irmã Marielly, que já é mãe de três crianças, Lorrany está superando os desafios iniciais da amamentação. Marielly compartilha suas experiências e incentiva Lorrany a persistir, reforçando a importância do leite materno para o desenvolvimento saudável da criança. O apoio familiar se mostra essencial para que Lorrany consiga amamentar com sucesso.

O impacto das fórmulas infantis

Rossiclei Pinheiro, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, destaca os desafios enfrentados pelas mães devido à desinformação e ao assédio comercial da indústria de fórmulas infantis. A especialista alerta que, apesar do marketing agressivo, as fórmulas não substituem o leite materno, que é insubstituível em termos de benefícios nutricionais e imunológicos.

As fórmulas infantis devem ser utilizadas somente sob prescrição médica, em casos específicos onde o aleitamento materno é contraindicado ou inviável. Porém, a facilidade de acesso ao produto em farmácias, sem a devida orientação profissional, representa um risco à saúde das crianças.

Aspectos socioeconômicos e legais

Além dos benefícios para a saúde, o aleitamento materno contribui para a diminuição de custos financeiros para as famílias, já que reduz a necessidade de aquisição de fórmulas e medicamentos. Este aspecto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, que visam promover um desenvolvimento mais equitativo e sustentável.

No Brasil, a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) regula a promoção comercial desses produtos, buscando proteger o aleitamento materno. Essa legislação é crucial para evitar práticas que possam desestimular a amamentação.

A Semana Mundial do Aleitamento Materno e o Agosto Dourado são momentos importantes para refletir sobre a importância do aleitamento e os desafios enfrentados por muitas mães. Acompanhe o RP News para mais informações sobre saúde e bem-estar, reafirmando nosso compromisso com a informação de qualidade e atualizada.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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