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Receita adia cronograma de destaque de impostos da reforma tributária

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) anunciaram uma importante mudança no cronograma de implementação dos tributos estabelecidos pela reforma tributária. Na última sexta-feira (31), foi divulgado que o destaque dos impostos nos documentos fiscais eletrônicos será feito de forma escalonada, alterando o prazo inicialmente concentrado para a próxima segunda-feira (3).

Mudanças no cronograma

A decisão foi formalizada por meio de um ato conjunto publicado no Diário Oficial da União. A obrigatoriedade de destaque nos documentos como Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) ainda começa na data prevista, mas outros documentos fiscais terão prazos adiados para outubro deste ano, dezembro e até janeiro de 2027. Essa mudança visa dar mais tempo para que empresas e desenvolvedores ajustem seus sistemas fiscais às novas exigências.

Antecedentes e justificativas

A reforma tributária introduziu dois novos tributos: a Contribuição de Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O plano original era que, a partir de 3 de agosto, todos os documentos fiscais eletrônicos apresentassem o destaque desses tributos. Contudo, após uma análise mais detalhada, a Receita Federal identificou a necessidade de um período maior de adaptação para alguns tipos de documentos, devido à complexidade dos novos campos exigidos e à necessidade de ajustar os leiautes técnicos com antecedência.

Novo calendário de implementação

O novo cronograma estabelece que, além das NF-e e NFC-e, outros documentos como o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e a Nota Fiscal de Energia Elétrica Eletrônica (NF3-e) também começarão a exigir o destaque dos tributos a partir de 3 de agosto. A partir de 1º de outubro, documentos como a Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação Eletrônica (NFCom) e grande parte das Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e) passarão a seguir a nova regra. Em 15 de novembro, será a vez de eventos mensais da DeRE, e em 1º de dezembro, vários outros serviços, incluindo plataformas digitais, terão essa exigência. A última fase, prevista para 1º de janeiro de 2027, incluirá a Declaração Única de Importação (Duimp) e contribuintes do Simples Nacional.

Impactos e repercussões

A decisão de adiar a implementação gerou reações variadas. Por um lado, as empresas e desenvolvedores buscaram mais tempo para ajustarem seus sistemas, enquanto, por outro lado, há preocupação com a eficiência e a rapidez na adaptação ao novo modelo tributário. O levantamento da Receita Federal revelou que 21% dos documentos fiscais emitidos entre fim de junho e julho não estavam em conformidade com as novas especificações, apontando para a necessidade de ajustes mais amplos.

Por que a mudança importa

A implementação gradual dos novos tributos é parte essencial para garantir a transição suave para o novo sistema tributário sobre o consumo, que está prevista para se tornar obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2026. Durante o próximo ano, os tributos aparecerão nas notas fiscais apenas em caráter de teste, com alíquotas-teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, permitindo que empresas e administrações tributárias validem seus sistemas e se preparem para a transição definitiva.

Diante desse cenário de mudanças, é fundamental continuar acompanhando as atualizações sobre o tema no RP News. Nosso compromisso é trazer informações confiáveis e contextualizadas sobre esta e outras questões de relevância nacional. Fique atento às nossas publicações para estar sempre bem informado sobre as transformações no cenário tributário brasileiro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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