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Quer ser CEO? Fique no seu emprego

A trajetória de John Ternus, que recentemente assumiu a posição de CEO da Apple, ilustra uma tendência interessante no mundo corporativo. Após 25 anos dedicados à empresa, Ternus…

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Quer ser CEO? Fique no seu emprego
The BRIEF

A trajetória de John Ternus, que recentemente assumiu a posição de CEO da Apple, ilustra uma tendência interessante no mundo corporativo. Após 25 anos dedicados à empresa, Ternus alcançou o cargo mais alto, um percurso que reflete o caminho de outros líderes de destaque no setor de tecnologia. Satya Nadella, da Microsoft, e Andy Jassy, da Amazon, também trilharam longos caminhos dentro de suas respectivas empresas antes de chegarem à liderança máxima.

A ascensão interna em tempos de mobilidade

A história de Ternus desafia uma ideia predominante nas últimas décadas: a de que é preciso mudar de emprego frequentemente para ascender na carreira. Desde os anos 1980 e 1990, a visão de carreira como um projeto individual, em que saltar entre empregos é sinônimo de crescimento e aprendizado, ganhou força. No entanto, dados recentes sugerem que essa percepção pode não ser tão verdadeira quanto se pensa.

Análise de carreiras na Fortune 100

Um estudo de 2024 sobre os 10 principais executivos de cada empresa da Fortune 100 revelou que, em média, esses líderes trabalharam em apenas três empresas ao longo de 28 anos de carreira. Além disso, eles permaneceram em suas empresas atuais por cerca de 13 anos antes de assumirem posições de alta direção. Isso indica que, enquanto a troca de empregos pode ser parte do caminho, a permanência em uma única empresa ainda tem um papel significativo na ascensão ao topo.

Relevância e desdobramentos

A relevância desse fenômeno no mercado de trabalho atual é significativa. Em tempos de economia instável e mudanças constantes, as empresas podem ver valor na promoção de funcionários que já conhecem a cultura e os processos internos. Para os profissionais, isso pode significar que investir em uma carreira dentro de uma única organização ainda é uma estratégia válida para alcançar posições de liderança.

A lógica por trás da promoção interna

Promover um funcionário já estabelecido dentro da empresa pode reduzir riscos. Os gestores têm melhor compreensão das capacidades e limitações desse profissional, tornando a transição para cargos de maior responsabilidade mais previsível. Além disso, essa prática fortalece a cultura organizacional e motiva outros colaboradores, mostrando que a dedicação e o tempo investidos podem ser recompensados.

Conclusão

O caso de John Ternus e outros líderes semelhantes sugere que a estabilidade e o crescimento dentro de uma única organização ainda são caminhos viáveis para o sucesso executivo. Para profissionais que aspiram a cargos de alta liderança, essa pode ser uma lição valiosa: o crachá antigo ainda pode ser o passaporte para o topo. Para continuar acompanhando as tendências do mercado de trabalho e outras notícias relevantes, siga o RP News, que se compromete com informações de qualidade e atualizadas para manter você bem-informado.

Fonte: https://thebrief-newsletter.beehiiv.com

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