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Marido denuncia suspeita de negligência médica após morte de esposa que aguardou transferência por três dias em Pronto-Socorro

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G1

Em Araçatuba, no interior de São Paulo, um caso de possível negligência médica levantou sérias preocupações sobre a eficiência do sistema de saúde local. Silvia Maria Domingues Francischini, de 57 anos, faleceu após aguardar por três dias uma transferência do Pronto-Socorro municipal para a Santa Casa da cidade. A demora no atendimento e a subsequente morte da paciente levaram seu marido, Augusto Alves, a denunciar o caso publicamente, levantando suspeitas sobre a atuação dos profissionais de saúde durante todo o processo.

O drama no Pronto-Socorro

Silvia, portadora de um tipo raro de Parkinson, foi internada no Pronto-Socorro de Araçatuba no dia 22 de julho, após apresentar sintomas de pneumonia e infecção urinária. Segundo Augusto, a situação se agravou devido à falta de agilidade e organização na unidade de saúde. A demora na realização de exames, como o raio-x, e a dificuldade em transferi-la para um centro médico com mais recursos, como a Santa Casa, são pontos críticos na denúncia do marido. Ele relata que a falta de uma maca para realizar o exame de raio-x exemplificou a precariedade da situação.

Repercussões e busca por justiça

A situação de Silvia Maria chamou a atenção não só de familiares, mas também da comunidade local, que se mobilizou nas redes sociais em apoio à família. Com uma liminar judicial obtida após a intervenção de um advogado, a transferência para a Santa Casa foi finalmente realizada, mas já era tarde demais. Os médicos do hospital confirmaram que o quadro da paciente era irreversível, e Silvia faleceu no dia 26 de julho. A denúncia de Augusto de que a transferência havia sido cancelada anteriormente por algum responsável do Pronto-Socorro levanta questões sobre a gestão dos casos mais graves e as prioridades estabelecidas pelos serviços de saúde.

A resposta das instituições de saúde

Procurada para esclarecimentos, a Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba afirmou que Silvia recebeu atendimento durante todo o período em que esteve na unidade. No entanto, os detalhes sobre as medidas assistenciais adotadas permanecem sob sigilo médico, conforme determina a legislação vigente. A Santa Casa, por sua vez, negou qualquer cancelamento do pedido de transferência, mas a demora na aceitação da vaga ainda é um ponto de controvérsia.

Impacto e desdobramentos futuros

Casos como o de Silvia Maria evidenciam a fragilidade do sistema de saúde em muitas regiões do país, onde a falta de infraestrutura e pessoal qualificado pode resultar em tragédias evitáveis. A denúncia de Augusto Alves não apenas busca justiça para sua esposa, mas também serve como um alerta para que as autoridades tomem medidas efetivas para evitar que tais incidentes se repitam. É esperado que o caso traga uma revisão dos protocolos de atendimento e transferência em situações de emergência.

Para mais informações sobre este e outros casos de interesse público, continue acompanhando o RP News, que se compromete a trazer uma cobertura contínua e aprofundada dos principais acontecimentos que impactam nossa sociedade.

Fonte: https://g1.globo.com

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