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Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no segundo trimestre

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal apresentou um crescimento significativo em seu lucro líquido recorrente no segundo trimestre de 2026, atingindo R$ 3,9 bilhões, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior. Este resultado reflete uma melhora de 12,4% quando comparado ao primeiro trimestre do mesmo ano. Entretanto, quando analisamos o desempenho semestral, o banco registrou um lucro acumulado de R$ 7,4 bilhões, o que representa uma queda de 17,6% em comparação com o mesmo período de 2025.

Expansão do crédito e desafios

O segundo trimestre de 2026 foi marcado por uma forte expansão da oferta de crédito, especialmente no setor de financiamento imobiliário. A carteira de crédito total da Caixa alcançou R$ 1,448 trilhão, refletindo um aumento de 11,9% no comparativo anual e 2,7% em relação ao trimestre anterior. Este crescimento é atribuído, em grande parte, ao robusto desempenho do crédito imobiliário, que representa 69,4% da carteira total do banco.

No entanto, o aumento do crédito veio acompanhado de um crescimento na inadimplência, que subiu para 3,64% nas operações com atraso superior a 90 dias, comparado a 2,66% no ano anterior. O agronegócio foi um dos segmentos mais impactados, com inadimplência atingindo preocupantes 20,74%, em contraste com os 7,02% registrados no mesmo período de 2025.

Provisões e rentabilidade

Para mitigar o aumento do risco de crédito, a Caixa ampliou suas provisões para perdas, com despesas alcançando R$ 6,97 bilhões no segundo trimestre, um salto de 97,6% frente ao ano anterior. Apesar do cenário desafiador, a concentração de operações em financiamentos habitacionais e garantias contribuiu para uma maior estabilidade e menor expectativa de perdas.

A rentabilidade, entretanto, sofreu uma queda. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da Caixa caiu para 9,16%, representando uma redução de 2,7 pontos percentuais em relação a junho de 2025. Esse declínio reflete o equilíbrio entre o crescimento do lucro e o aumento das provisões necessárias para cobrir potenciais inadimplências.

Panorama futuro e expectativas

O cenário atual impõe desafios à Caixa Econômica Federal, que precisa equilibrar a expansão de sua carteira de crédito com a gestão eficaz dos riscos associados à inadimplência. O mercado financeiro e os investidores estarão atentos à capacidade do banco de manter sua liderança no setor habitacional, que atualmente detém uma participação de cerca de 68%.

Além disso, a evolução das despesas administrativas, que cresceram 5,9% em um ano, e a receita com prestação de serviços, que alcançou R$ 7,54 bilhões, alta de 12,9%, serão fatores cruciais para o desempenho financeiro nos próximos trimestres.

Para acompanhar como a Caixa vai se posicionar frente aos desafios e oportunidades do mercado, continue acompanhando o RP News. Comprometidos com a qualidade da informação, traremos atualizações e análises aprofundadas sobre os temas mais relevantes do setor financeiro e outros segmentos da economia.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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