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Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, apresentado recentemente ao Congresso Nacional, trouxe à tona uma proposta que promete mudar a dinâmica tributária do Brasil. Trata-se…

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Arrecadação com ‘imposto do pecado’ deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027
© Valter Campanato/Agência Brasil

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, apresentado recentemente ao Congresso Nacional, trouxe à tona uma proposta que promete mudar a dinâmica tributária do Brasil. Trata-se do Imposto Seletivo (IS), popularmente conhecido como ‘imposto do pecado’. Este tributo, concebido como parte da reforma tributária, visa arrecadar expressivos R$ 41,9 bilhões em 2027. A iniciativa busca incidir sobre produtos e atividades consideradas nocivas à saúde pública e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, entre outros.

Contexto e Aplicação do Imposto

O conceito de ‘imposto do pecado’ não é novo e tem sido adotado em diversos países como uma ferramenta para desestimular o consumo de produtos prejudiciais. No Brasil, o IS será aplicado a uma lista ampla que inclui desde cigarros e bebidas alcoólicas até loterias e jogos de apostas. A proposta ainda está pendente de regulamentação pelo Congresso, mas o governo já sinalizou que a carga tributária inicial será semelhante à atualmente vigente para produtos sujeitos ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Impactos Econômicos e Sociais

O Ministério da Fazenda argumenta que a implementação do IS tem uma dupla função: arrecadatória e regulatória. Além de gerar receitas significativas para o governo, a expectativa é que o tributo funcione como um desestímulo ao consumo de produtos que acarretam custos elevados para o sistema de saúde pública. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que o consumo de álcool gerou cerca de R$ 18,8 bilhões em custos em 2019, enquanto o tabagismo causou R$ 153,5 bilhões em despesas anuais, incluindo perdas de produtividade e custos diretos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Repercussões no Setor Produtivo

As indústrias afetadas pelo Imposto Seletivo manifestaram preocupações sobre o impacto econômico da nova tributação. Representantes do setor argumentam que produtos como cigarros e bebidas alcoólicas já sofrem com uma alta carga tributária, e novas tarifas podem reduzir margens de lucro, levando a aumentos nos preços finais ao consumidor. Há também receios de que uma carga tributária excessiva possa estimular o mercado ilegal, afetando o emprego e a competitividade das empresas legais.

Transição Tributária e Projeções Fiscais

O Imposto Seletivo faz parte de um novo modelo de tributação sobre o consumo, aprovado pelo Congresso em 2023 e que será implementado gradualmente até 2033. Este novo sistema incluirá também a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá parcialmente o IPI, além do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Estima-se que a CBS arrecadará R$ 636 bilhões em 2027, o que, somado ao IS, deverá gerar um total de R$ 677,9 bilhões, proporcionando um equilíbrio necessário às contas públicas durante a transição.

Desafios e Expectativas

Os desafios para a implementação do Imposto Seletivo são muitos, começando pela necessidade de aprovação das regras específicas no Congresso. Se por um lado o governo defende a medida como uma forma de promover saúde pública e sustentabilidade ambiental, por outro, enfrenta resistência de setores produtivos que temem impactos econômicos adversos. A sociedade brasileira aguarda com expectativa os próximos passos dessa reforma, que promete redefinir não apenas o sistema tributário, mas também hábitos de consumo.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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