O Congresso Nacional deu um passo significativo nesta quinta-feira (15) ao aprovar a Medida Provisória (MP) 1370/26, que estabelece o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como requisito obrigatório para o registro profissional de médicos no Brasil. A aprovação ocorreu nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e agora o texto aguarda a sanção presidencial para se tornar lei.
Contexto e importância da medida
A MP foi instituída em junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tinha um prazo de validade de 120 dias, expirando em 16 de setembro. A aprovação parlamentar era, portanto, essencial para a manutenção da medida. Essa proposta surge em um momento de significativa expansão do ensino médico no país, com um aumento de 50% no número de cursos de medicina nos últimos cinco anos.
O relator da matéria na Câmara, Doutor Luizinho (PP-RJ), destacou que o exame não apenas avaliará os alunos, mas também as instituições de ensino. Essa avaliação contínua ao longo do curso visa assegurar que os futuros médicos tenham uma formação de qualidade e estejam aptos a atender as demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Estrutura do exame e critérios de avaliação
O Enamed será composto por três provas ao longo da graduação em medicina: no final do segundo, quarto e sexto anos. A nota final dos estudantes será calculada pela média dessas avaliações, com maior peso atribuído à última prova. A Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica será responsável por definir os critérios de proficiência e os pesos de cada etapa.
O exame visa garantir que os futuros médicos possuam os conhecimentos, habilidades e competências necessários, conforme as diretrizes curriculares nacionais, além de contribuir para a formulação de políticas públicas e a fiscalização dos cursos de medicina.
Repercussão e desdobramentos futuros
A aprovação do Enamed tem gerado discussões acaloradas tanto no meio acadêmico quanto entre os estudantes de medicina. Enquanto alguns veem a medida como uma forma de elevar a qualidade da formação médica, outros se preocupam com a pressão adicional sobre os estudantes e a possível discriminação entre as instituições de ensino.
Estudantes que ingressarem em cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026 estarão sujeitos à nova exigência, enquanto aqueles matriculados antes dessa data continuarão sob as regras antigas. Médicos com diplomas já reconhecidos no Brasil estarão isentos da obrigatoriedade do exame.
À medida que a sociedade observa a implementação do Enamed, será possível verificar quais faculdades de medicina se destacarão pela qualidade de ensino. Essa medida pode, eventualmente, influenciar a escolha dos estudantes na hora de decidir em qual instituição ingressar.
Acompanhe o RP News para se manter informado sobre os desdobramentos dessa importante medida e outras notícias relevantes para a saúde pública e educação no Brasil. Nosso compromisso é trazer informações precisas e contextualizadas para nossos leitores.








