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Saúde

Quase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa

A desinformação sobre saúde tem se mostrado um problema crescente e preocupante. De acordo com um relatório recente da Agência Lupa, uma das pioneiras na checagem de informações…

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Quase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa
© Tomaz Silva/Agência Brasil

A desinformação sobre saúde tem se mostrado um problema crescente e preocupante. De acordo com um relatório recente da Agência Lupa, uma das pioneiras na checagem de informações no Brasil, impressionantes 87,3% dos conteúdos virais sobre saúde analisados entre março de 2017 e junho deste ano foram classificados como falsos. Este dado, que surge de uma análise de 764 materiais, revela uma preocupação que transcende o ambiente virtual, podendo impactar diretamente decisões de saúde pública e individual.

A pandemia e o aumento da desinformação

A pesquisa destacou um aumento significativo na disseminação de informações falsas durante o período da pandemia de covid-19. Em 2020 e 2021, a Lupa verificou cerca de dez vezes mais conteúdos do que nos três anos anteriores, totalizando 452 checagens. Este aumento pode ser atribuído ao clima de incerteza e medo, que facilitou a disseminação de falsas promessas de cura e soluções simplistas para problemas complexos, muitas vezes vindas de supostas autoridades médicas.

Táticas e impactos da desinformação

As estratégias de desinformação mais comuns incluem a utilização de falsas autoridades, que se apropriam da linguagem médica e científica para dar credibilidade ao conteúdo, representando 21,6% dos casos. Além disso, o uso de linguagem alarmista e o medo são estratégias que compõem 17% das publicações falsas, enquanto a distorção de estudos e dados representa 15,7% e a oferta de soluções simples para problemas complexos, 12,6%.

A relevância da checagem de fatos

A checagem de fatos desempenha um papel crucial na luta contra a desinformação. Como destaca Cristina Tardáguila, fundadora da Agência Lupa, a falsa autoridade é uma técnica poderosa, pois confere legitimidade aparente a informações falsas, enganando o público. Este cenário demanda que profissionais de saúde não só tratem e diagnostiquem, mas também ajudem pacientes a navegar em meio a um mar de informações, muitas vezes sem embasamento científico.

A persistência da desinformação sobre vacinas

Antes da pandemia, conteúdos falsos sobre vacinas representavam 9,1% das checagens realizadas pela Lupa. Durante a crise sanitária, essa porcentagem subiu para 33,2% e, mesmo com um recuo recente, ainda se encontra em 20% — mais que o dobro do nível pré-pandemia. Das 244 alegações sobre vacinas verificadas, 86,9% foram desmentidas, evidenciando a persistência e o impacto desse tipo de desinformação.

Canais de disseminação e o papel das redes sociais

O WhatsApp se destaca como o principal canal de disseminação de desinformação em saúde, sendo a origem de mais de 70% das checagens entre 2017 e 2026. O Facebook e o Instagram também são plataformas significativas, com 25,3% e 7% das verificações, respectivamente. No entanto, a Lupa ressalva que isso não significa que o WhatsApp seja a origem das falsidades, mas sim um canal onde elas são frequentemente compartilhadas.

A presença de figuras públicas em conteúdos falsos não implica necessariamente que elas endossaram as informações, mas sim que suas imagens foram usadas para dar credibilidade às alegações. Este uso indevido pode levar a uma maior propagação da desinformação, dada a confiança que o público pode ter nessas personalidades.

Diante desse cenário desafiador, o RP News se compromete a continuar acompanhando de perto as questões relacionadas à desinformação, oferecendo um jornalismo de qualidade e confiável. Fique atento às nossas atualizações para se manter bem informado e protegido contra as armadilhas da desinformação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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