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Conheça o Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas do Governo de São Paulo que prevê 181 ações nos municípios

O Governo de São Paulo lançou recentemente uma iniciativa robusta para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Denominado Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), o…

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Conheça o Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas do Governo de São Paulo que prevê 181 ações nos municípios
PEARC está alinhado ao programa São Paulo Sempre Alerta para enfrentar eventos climáticos extr...

O Governo de São Paulo lançou recentemente uma iniciativa robusta para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Denominado Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), o projeto engloba 181 ações integradas, desenvolvidas em parceria com 50 instituições, e prevê um investimento expressivo de R$ 29 bilhões até 2029. O plano, que busca preparar os municípios paulistas para os impactos climáticos, foi estruturado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL) e ganha ainda mais relevância com a chegada do fenômeno El Niño.

A Pioneira Estratégia de Monitoramento Climático

O PEARC é um marco na gestão ambiental do estado, sendo um dos primeiros exemplos no Brasil a integrar o monitoramento da adaptação climática em seu planejamento de longo prazo. Segundo Natália Resende, secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, o plano é um instrumento estratégico vital para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a resiliência do território paulista. A iniciativa conta com o apoio da Agência de Cooperação Técnica Alemã, GIZ, e está alinhada ao programa São Paulo Sempre Alerta, que visa enfrentar eventos climáticos extremos, especialmente os associados ao El Niño.

Colaboração e Contribuições Estratégicas

A elaboração do PEARC foi um processo colaborativo que envolveu diversas contribuições do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC). Entre os principais temas abordados estão o fortalecimento da agenda climática local, o desenvolvimento de novas tecnologias para a gestão de riscos, e o aprofundamento das medidas em áreas urbanas e de saúde, especialmente diante das ondas de calor e questões de segurança hídrica. Marina Balestero, coordenadora da Assessoria de Mudanças Climáticas da Semil, destacou a importância dessas contribuições para a consolidação de medidas eficazes.

Eixos Principais do PEARC

O plano é estruturado em eixos que abordam os principais desafios climáticos, como temperaturas elevadas, ondas de calor, baixa umidade, impactos na disponibilidade hídrica, incêndios florestais, e chuvas intensas. Ações transversais também são incluídas, abrangendo áreas como biodiversidade, saúde, infraestrutura, habitação, proteção social, agricultura, educação, e suporte aos municípios. No conjunto temático relacionado ao calor extremo, o PEARC sugere a ampliação de áreas verdes, criação de mini florestas urbanas e estratégias de educação ambiental.

Prevenção de Incêndios Florestais

No contexto de prevenção e combate aos incêndios florestais, o plano reúne 36 medidas que visam desde a redução dos riscos até o combate direto ao fogo, proteção da biodiversidade e fortalecimento dos municípios. No âmbito do programa São Paulo Sem Fogo, o governo mobilizou mais de R$ 400 milhões em ações preventivas durante a temporada de estiagem de 2026, resultando na menor quantidade de focos de calor registrada no estado para o mês de setembro desde 1998.

Investimentos em Infraestrutura e Segurança Hídrica

O eixo de chuvas intensas, inundações e deslizamentos tem recebido atenção especial, com mais de R$ 1 bilhão investidos em piscinões e R$ 1,7 bilhão em obras de desassoreamento de rios e córregos através dos programas IntegraTietê e Rios Vivos. Em relação à segurança hídrica, destacam-se as construções das barragens de Pedreira e Amparo, que contam com um investimento de R$ 1,7 bilhão e visam beneficiar 5,5 milhões de pessoas, além de um aporte de R$ 9 bilhões pela Sabesp para redução de perdas e ampliação do abastecimento.

O PEARC também promove ações integradas com a educação, como a climatização de salas de aula, e a habitação, liderando o reassentamento de famílias em situação de risco. Na agricultura, são adotadas medidas para auxiliar os produtores, enquanto na mobilidade urbana, há preparações para os riscos climáticos nas estradas e estudos sobre os impactos dos eventos extremos na saúde da população.

Com um olhar voltado para o futuro, o Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas do Governo de São Paulo busca fortalecer a proteção da população, reduzir vulnerabilidades e preservar a infraestrutura e os serviços essenciais. Essa atuação constante e integrada ressalta a importância de investimentos estruturantes combinados com a preparação para eventos climáticos extremos. Para continuar informado sobre esse e outros temas relevantes, acompanhe o RP News e mantenha-se atualizado com informações de qualidade e credibilidade.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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