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Educação

Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação

A facilidade com que se pode criar conteúdo utilizando inteligência artificial (IA) trouxe inúmeros benefícios para a sociedade, mas também gerou novos desafios, especialmente no que tange à…

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Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação
© Renan Braz/Divulgação

A facilidade com que se pode criar conteúdo utilizando inteligência artificial (IA) trouxe inúmeros benefícios para a sociedade, mas também gerou novos desafios, especialmente no que tange à disseminação de informações falsas. Em um cenário onde qualquer pessoa pode, com alguns cliques, produzir imagens, textos e vídeos, surge a preocupação com o impacto dessas criações. Foi a partir dessa inquietação que três estudantes do 9º ano, Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, do Colégio e Curso Desafio, em Recife, desenvolveram a ferramenta ‘Pense Bem’.

A criação da ferramenta Pense Bem

O projeto, que venceu o HackaNAV 2026, uma competição nacional de inovação organizada pelo Nave a Vela, busca oferecer uma solução para a avaliação de riscos associados à divulgação de conteúdos digitais. Como prêmio, as estudantes foram contempladas com uma imersão tecnológica na Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. A plataforma ‘Pense Bem’ permite que os usuários submetam publicações que pretendem realizar e, em seguida, avalia o risco de que essas possam desencadear efeitos negativos em cadeia.

O funcionamento e a importância da plataforma

Ao acessar a plataforma, o usuário é convidado a ‘pensar no impacto’ daquilo que está prestes a publicar. O sistema faz uma série de perguntas para avaliar o risco potencial do conteúdo, como a presença de nudez, material íntimo, se foi gerado ou editado por IA, e se as pessoas envolvidas deram consentimento. Após essa análise, a plataforma classifica o conteúdo quanto ao risco e sugere adequações para que ele não contribua para a desinformação.

O impacto da desinformação na sociedade

A desinformação tem sido um problema crescente, com a Unesco classificando-a como o principal risco global para 2025, superando outros desafios como mudanças climáticas e terrorismo. Beatriz Vasconcellos, uma das criadoras do ‘Pense Bem’, destacou em pesquisas e entrevistas realizadas para o projeto, o quanto a desinformação pode afetar a democracia, especialmente em períodos eleitorais. A propagação de fake news pode influenciar a opinião pública e, consequentemente, os rumos políticos de uma nação.

Educação midiática como solução

Para Alice Gomes, a educação midiática é crucial para que as pessoas desenvolvam um pensamento crítico ao receber informações, especialmente em ambientes digitais como redes sociais e grupos de WhatsApp. A proposta do ‘Pense Bem’ é justamente fomentar essa atitude mais crítica e investigativa. Letícia de Oliveira, outra integrante do grupo, ressalta que o projeto a ajudou a enxergar o mundo digital de uma nova maneira, percebendo a importância de uma educação voltada para os meios digitais e a necessidade de combater a desinformação.

Conforme a sociedade avança no uso de novas tecnologias, a responsabilidade sobre o que se compartilha digitalmente se torna cada vez mais relevante. A iniciativa dessas jovens estudantes não só destaca a importância da educação midiática, mas também serve como um lembrete de que soluções inovadoras podem surgir de qualquer lugar, incentivando o desenvolvimento de um ambiente digital mais seguro e consciente. Continue acompanhando o RP News para se manter informado sobre as inovações que impactam nosso cotidiano e a maneira como interagimos com o mundo digital.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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