O candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite, do partido Progressistas, iniciou a série de entrevistas da TV TEM com uma proposta polêmica: a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Derrite, que tem uma carreira marcada pela atuação na segurança pública, argumenta que a medida é necessária para enfrentar crimes graves cometidos por adolescentes, que atualmente são punidos com a apreensão máxima de três anos, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Contexto e repercussão
A proposta de reduzir a maioridade penal não é nova no cenário político brasileiro e tem gerado debates acalorados ao longo dos anos. Os defensores da medida, como Derrite, acreditam que ela pode servir como uma ferramenta eficaz para combater crimes violentos, enquanto críticos argumentam que a redução não resolve as causas estruturais da criminalidade juvenil, como a desigualdade social e a falta de oportunidades educacionais.
A declaração de Derrite ocorre em um momento em que a segurança pública está no centro das atenções do eleitorado paulista. O candidato, que já ocupou o cargo de Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, critica também o sistema atual de audiências de custódia, que considera ineficaz na punição de traficantes de drogas, especialmente os internacionais.
Revisão do pacto federativo
Além da questão penal, Derrite defende uma revisão urgente do pacto federativo, destacando a disparidade entre o que São Paulo contribui em termos de tributos federais e o que recebe de volta. Segundo ele, o estado arrecada cerca de 40% dos tributos federais, mas o retorno é inferior à metade, o que compromete investimentos em áreas essenciais como educação, saúde e habitação.
A proposta de Derrite se alinha a uma demanda antiga dos políticos paulistas, que frequentemente reclamam do que consideram uma injustiça fiscal. O candidato sugere que uma distribuição mais equitativa dos recursos poderia impulsionar o desenvolvimento de políticas públicas e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos paulistas.
Medidas de proteção às mulheres
Derrite também abordou a necessidade de aumentar os investimentos em tecnologias de monitoramento, como as tornozeleiras eletrônicas, para garantir o cumprimento das medidas protetivas destinadas a mulheres vítimas de violência doméstica. Ele enfatiza que, apesar dos custos, a proteção das vítimas deve ser uma prioridade.
Essas propostas de Derrite vêm em um momento crítico, onde a violência contra a mulher é um tema de crescente preocupação social no Brasil. Implementar sistemas eficazes de monitoramento pode significar um avanço significativo na proteção das vítimas e na prevenção de novos casos de violência.
Enquanto a campanha avança, as ideias de Derrite sobre segurança pública e revisão fiscal continuam a ser debatidas. Acompanhe o RP News para mais atualizações sobre essa e outras notícias importantes que impactam São Paulo e o Brasil.
Fonte: https://g1.globo.com








