Ir para o conteúdo
970×90 – home topo
Cidades

Geração Z troca telas por crochê, cerâmica e outros hobbies ‘retrô’ para desacelerar: ‘Bom para saúde mental’, diz jovem

Em um mundo cada vez mais digital, onde as notificações e o fluxo incessante de informações nas redes sociais são constantes, a Geração Z tem buscado alternativas para…

COMPARTILHAR
ACESSIBILIDADE
728×90 – materia topo
Geração Z troca telas por crochê, cerâmica e outros hobbies ‘retrô’ para desacelerar: ‘Bom para saúde mental’, diz jovem
G1

Em um mundo cada vez mais digital, onde as notificações e o fluxo incessante de informações nas redes sociais são constantes, a Geração Z tem buscado alternativas para desacelerar. Em São Paulo, jovens estão adotando hobbies considerados ‘retrô’, como crochê e cerâmica, como uma forma de fugir das telas e cuidar da saúde mental. Essa tendência, que pode parecer um retorno a práticas de gerações passadas, ganha força entre aqueles que cresceram cercados por tecnologia.

O refúgio nas atividades manuais

Rhayanne Ferreira, uma jovem de 21 anos de Araçatuba, é um exemplo claro desse movimento. Analista de tecnologia da informação, ela passa grande parte do dia diante de computadores e, em casa, continuava conectada através do celular. A rotina intensa e digital fez com que Rhayanne buscasse algo que proporcionasse uma pausa, e foi assim que o crochê entrou em sua vida. ‘O crochê ajuda muito na saúde mental. Ficar olhando para a tela o dia inteiro produz muita dopamina. Focar em artesanato faz muito bem’, afirma ela, que descobriu esse hobby através de um vídeo na internet.

Nostalgia e autoconhecimento

A psicóloga Glediane Santana, também de Araçatuba, observa que essa busca por hobbies ‘retrô’ está ligada não apenas ao desejo de se desconectar, mas também a uma nostalgia de tempos que muitos desses jovens nem chegaram a viver plenamente. ‘Temos um movimento caracterizado pelo afastamento das redes sociais. A questão da nostalgia entra porque a pessoa viu a mãe, viu a avó fazendo aquilo, como no exemplo do crochê’, explica a psicóloga. Para muitos, essas atividades são uma forma de autoconhecimento e de dedicar tempo a si mesmos.

Cerâmica e a arte de desacelerar

A cerâmica é outra atividade que tem conquistado adeptos entre a Geração Z. A arquiteta Larissa Locatelli, de 25 anos, descobriu essa arte há cerca de um ano e meio. Para ela, trabalhar com as mãos é uma oportunidade de desacelerar e se concentrar no presente. ‘Acho que a arte manual é uma das melhores maneiras da gente se sentir bem, de desacelerar a rotina do dia a dia, que é muito estressante’, diz Larissa. O processo de moldar a argila exige tempo e paciência, características que ajudam a combater o estresse do cotidiano digital.

O impacto social e cultural

O retorno a essas práticas não é apenas um fenômeno individual, mas social e cultural. Ele reflete uma busca por equilíbrio em um mundo hiperconectado. A escolha por hobbies ‘retrô’ revela um desejo de resgatar valores e experiências que promovem calma e introspecção. Para muitos jovens, esses hobbies são uma forma de resistir ao ritmo frenético imposto pela tecnologia, encontrando satisfação em atividades que exigem dedicação e proporcionam satisfação pessoal.

À medida que essa tendência ganha força, ela levanta questões sobre a forma como a tecnologia afeta nosso bem-estar e sobre a importância de encontrar um equilíbrio saudável entre o digital e o analógico. Para acompanhar mais sobre como a geração atual está lidando com essas mudanças e outras notícias de impacto, continue acompanhando o RP News, onde você encontra uma cobertura completa e contextualizada dos mais variados temas.

Fonte: https://g1.globo.com

728×90 – materia apos conteudo
SOBRE O AUTOR

RP News

728×90 – flutuante