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Economia

Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo

Em reação à recente escalada dos preços internacionais do petróleo, o governo federal anunciou uma série de medidas para mitigar o impacto da alta dos combustíveis no Brasil.…

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Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Em reação à recente escalada dos preços internacionais do petróleo, o governo federal anunciou uma série de medidas para mitigar o impacto da alta dos combustíveis no Brasil. O decreto, acompanhado de uma medida provisória, foi assinado na última quarta-feira (9), estabelecendo uma redução de R$ 0,63 por litro nos tributos sobre a gasolina e uma subvenção inicial de R$ 1 por litro de diesel.

Impacto e objetivos das novas medidas

As ações anunciadas visam substituir e expandir a política de subsídios vigente, buscando minimizar os efeitos das flutuações internacionais sobre os preços domésticos. A decisão ocorre em um momento em que o preço do barril de petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100, pressionando os custos de produção e logística de combustíveis.

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo, tem sido uma região de atenção devido aos conflitos geopolíticos que afetam a segurança e a estabilidade do fornecimento global. Antes do recente agravamento, cerca de 20% do petróleo mundial passava por essa rota, demonstrando sua importância estratégica.

Detalhes das medidas sobre o diesel

A subvenção ao diesel, autorizada por medida provisória, permitirá à União conceder apoio econômico aos produtores e importadores de diesel rodoviário. Essa medida busca suavizar as instabilidades na oferta, decorrentes de fatores geopolíticos. O desconto de R$ 1 por litro será aplicado diretamente no preço de venda, com possibilidade de ajustes pelo Ministério da Fazenda conforme o mercado.

Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará encarregada de habilitar os participantes, monitorar os preços e efetuar o pagamento das subvenções. O governo destaca que o Brasil depende de importações para mais de 25% do diesel consumido, o que amplifica a vulnerabilidade do país às oscilações externas.

Redução tributária sobre a gasolina e o etanol

Para a gasolina, a estratégia adotada foi a redução da carga tributária. Entre 10 de setembro e 5 de outubro, as alíquotas de PIS, Pasep e Cofins sobre importação e comercialização serão reduzidas em R$ 0,63 por litro, exceto para a gasolina de aviação. Essa mudança diminui a carga tributária total para R$ 0,16 por litro.

No caso do etanol hidratado, o governo optou por zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, o que representa uma redução de R$ 0,19 por litro. Essas alterações substituem e ampliam a subvenção anterior de R$ 0,44 por litro de gasolina, encerrada nesta quarta-feira.

Financiamento e repercussão econômica

Para viabilizar a política de subvenção, o governo federal abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, conforme a Medida Provisória 1.389. Desse montante, R$ 5,607 bilhões serão destinados ao diesel e R$ 998 milhões aos combustíveis derivados de petróleo. Os recursos serão geridos pelo Ministério de Minas e Energia, com a ANP responsável pela operacionalização dos pagamentos.

Esses créditos extraordinários permitem uso imediato dos recursos para despesas emergenciais, estando fora do limite fiscal e da meta de resultado primário. A política de subsídios adotada desde maio se mantém, com os ministérios da Fazenda, Planejamento e Minas e Energia prometendo mais esclarecimentos em breve.

Acompanhe o RP News para mais atualizações sobre as medidas econômicas e suas repercussões no cenário nacional e internacional. Continuaremos a fornecer informações precisas e contextuais, reforçando nosso compromisso com um jornalismo de qualidade e relevância.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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