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CPTM diz que sindicato não cumpre decisão e opera abaixo do efetivo mínimo

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Trem da CPTM Eduardo Saraiva/Divulgação Governo do Estado

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afirmou nesta terça-feira, 4, que as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade estão operando com um número de funcionários abaixo dos percentuais estabelecidos pela Justiça, em meio à greve dos ferroviários. O presidente da CPTM, Michael Cerqueira, declarou que, desde as primeiras horas da manhã, a operação está sendo monitorada por um oficial de justiça, que confirmou o descumprimento da decisão judicial.

Decisão judicial e descumprimento

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, na segunda-feira, que as operações nas três linhas deveriam manter 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi estipulada uma multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. No entanto, no horário de pico da manhã, a CPTM relatou que apenas 67% do efetivo estava presente, com apenas três dos 126 maquinistas escalados comparecendo.

Impactos da greve e reivindicações

A greve dos ferroviários tem gerado grandes transtornos para os usuários das linhas afetadas, que enfrentam atrasos e composições lotadas. Os grevistas exigem a reestatização das linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, e garantias de que os trabalhadores não serão demitidos após a concessão das operações à TriviaTrens. A preocupação dos funcionários é que cerca de 2.300 empregados possam perder seus empregos caso não sejam reabsorvidos pela nova concessionária.

Reações e medidas adotadas

O governo de São Paulo e a CPTM afirmam que estão comprometidos em preservar os postos de trabalho e discutir propostas legislativas que atendam aos interesses dos trabalhadores. Entre as medidas de mitigação, a CPTM acionou um plano de contingência, priorizando trechos de maior demanda nas linhas afetadas. A Linha 11-Coral está operando parcialmente entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12-Safira circula entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto não estão operando no momento.

Contexto e antecedentes

A paralisação ocorre após a TriviaTrens assumir as operações das linhas, que foram retomadas pela CPTM por 90 dias devido a falhas operacionais. Um incidente marcante ocorreu no dia 23 de julho, quando um incêndio em uma composição próxima à Estação Bresser-Mooca gerou caos e transtornos aos usuários. Este retorno temporário da operação à CPTM foi determinado pelo governo estadual e pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

Próximos passos e desdobramentos

A situação segue em negociação entre a CPTM, o governo e o sindicato, com os olhos voltados para o futuro dos trabalhadores e da operação ferroviária na região. O desfecho dessas tratativas poderá influenciar não apenas o cotidiano dos usuários, mas também o cenário político e econômico do setor de transportes em São Paulo. Acompanhe o RP News para atualizações sobre este caso e outras notícias de relevância, com o compromisso de oferecer informação de qualidade e contexto aprofundado.

Fonte: https://jovempan.com.br

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