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Jogador de vôlei de 18 anos morre por complicações da dengue hemorrágica dias após campeonato, diz prefeitura

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G1

O jovem atleta de vôlei, Fábio Ryan de Sena Pinto, de apenas 18 anos, faleceu na última quinta-feira (30) após uma batalha contra a dengue hemorrágica. Internado por oito dias no Hospital Estadual de Mirandópolis, em São Paulo, ele não resistiu a complicações graves da doença, que incluem hemorragia no cérebro e edema cerebral, conforme relatado pela Prefeitura de Pereira Barreto.

Trajetória interrompida durante os Jogos Regionais

Fábio fazia parte de uma equipe independente de vôlei do Paraná, sediada em Nova Esperança. Participante dos Jogos Regionais em Penápolis, São Paulo, ele foi convidado para reforçar o time durante a competição. Sua chegada a Penápolis ocorreu em 18 de julho, e no dia seguinte, participou de sua única partida. No entanto, no dia 20, começou a se sentir mal, sendo levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local, onde recebeu tratamento médico e foi liberado.

O agravamento do quadro clínico

No dia 21 de julho, Fábio voltou à UPA devido ao agravamento de seus sintomas. Após novo atendimento, foi liberado, porém, como sua condição não melhorou, foi transferido para a Santa Casa de Penápolis. Com a eliminação da equipe no dia 22, ele foi levado para Pereira Barreto, onde deu entrada na Santa Casa da cidade. O atleta chegou a recusar tratamento inicial, mas retornou ao hospital em estado crítico, sendo transferido para Mirandópolis, onde passou seus últimos dias.

Impacto e desdobramentos da tragédia

A morte de Fábio Ryan levanta questões sobre a dengue e sua gravidade, especialmente em épocas de epidemia. A Prefeitura de Pereira Barreto, junto com a Federação Paranaense de Voleibol, se responsabilizou pelo translado do corpo para Manaus, cidade natal do atleta, em um gesto de respeito à família. Em nota, a prefeitura expressou profundo pesar pela perda e destacou a dedicação do jovem ao representar a cidade.

Dengue hemorrágica: uma ameaça silenciosa

A dengue hemorrágica é uma forma grave da doença, que pode levar a complicações fatais como hemorragias internas e edema cerebral, condições que foram fatais para Fábio. Este caso acende um alerta para a necessidade de medidas preventivas eficazes e atenção redobrada em casos suspeitos da doença.

Repercussão e questões em aberto

Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde e a Prefeitura de Mirandópolis não confirmaram se a morte do atleta foi contabilizada nas estatísticas oficiais de óbitos por dengue. Além disso, a Secretaria da Segurança Pública ainda não se pronunciou sobre a existência de um boletim de ocorrência referente ao caso. O silêncio das autoridades chama atenção e gera expectativa por respostas e providências.

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Fonte: https://g1.globo.com

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