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Empresários criaram esquema bilionário para lavar dinheiro do jogo do bicho e o ofereceram ao crime organizado no RJ, diz Gaeco

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G1

Um esquema de lavagem de dinheiro de proporções bilionárias, centrado no jogo do bicho e em máquinas de azar, foi desmantelado em uma operação conjunta da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação revelou que o esquema foi arquitetado por empresários de São José do Rio Preto, São Paulo, e oferecido ao crime organizado no Rio de Janeiro.

Raízes do esquema em Rio Preto

Os empresários Alessandro Malavasi e seu filho Natan Malavasi, proprietários de uma construtora de alto padrão em Rio Preto, foram identificados como os líderes do grupo criminoso. Durante a operação, eles foram presos junto com dois funcionários da empresa. Além disso, outras três pessoas foram detidas, uma delas em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, enquanto dois suspeitos continuam foragidos no Rio de Janeiro.

Estratégia de lavagem de dinheiro

O esquema utilizava milhares de maquininhas de cartão, instaladas em bancas de jogo do bicho e videobingos, conectadas a empresas de fachada registradas em nome de ‘laranjas’. Essas empresas estavam em nome de indivíduos sem capacidade financeira, alguns deles beneficiários de programas sociais, mas que apareciam como responsáveis por movimentações financeiras milionárias. As transações eram deliberadamente pulverizadas, facilitando a integração do dinheiro sujo ao sistema financeiro legal.

Aparência de legalidade

O promotor Tiago Dutra Fonseca explicou que o grupo não operava diretamente os jogos de azar, mas sim a estrutura financeira que dava aparência de legalidade aos recursos ilícitos. Essa rede complexa foi montada em São José do Rio Preto e tinha alcance até o Rio de Janeiro, criando um cenário criminoso que se estendia por 900 quilômetros.

Impacto e desdobramentos

A operação revelou movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 2 bilhões entre janeiro de 2019 e março de 2023. Pelo menos R$ 100 milhões desse total foram sacados em espécie. Diante de indícios de que alguns investigados planejavam deixar o Brasil, foi necessário o cumprimento imediato dos mandados de prisão. Além das detenções, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos de 18 pessoas físicas e jurídicas, abrangendo contas bancárias, veículos, imóveis e criptoativos.

Repercussão e considerações finais

O caso gerou ampla repercussão na mídia e nas redes sociais, chamando atenção para a sofisticação dos esquemas de lavagem de dinheiro no Brasil. As autoridades destacaram que os envolvidos poderão responder por crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A revelação desse esquema ressalta a necessidade de ações integradas entre diferentes órgãos para combater o crime organizado e suas ramificações.

Para continuar acompanhando desdobramentos deste caso e outras notícias de impacto, o RP News permanece empenhado em trazer informações de qualidade e contextualizadas. Fique atento às atualizações e análises de especialistas em nosso portal.

Fonte: https://g1.globo.com

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