Ir para o conteúdo
970×90 – home topo
Últimas Notícias

Ministra do TSE Vota Pela Cassação de Cláudio Castro e Novas Eleições

A ministra Maria Isabel Galotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, alegando abuso de poder político…

COMPARTILHAR
OUÇA ESTA NOTÍCIALeitura em português com a melhor voz disponível no seu aparelho
Pronto para ouvir.
728×90 – materia topo
Ministra do TSE Vota Pela Cassação de Cláudio Castro e Novas Eleições
© Joédson Alves/Agência Brasil

A ministra Maria Isabel Galotti, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, alegando abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em 2022. A decisão foi proferida nesta terça-feira, durante o início do julgamento sobre o caso.

Além da cassação, a ministra Galotti defendeu a decretação da inelegibilidade de Castro por um período de oito anos, bem como a convocação de novas eleições para o governo do estado. O voto também inclui a condenação do ex-vice-governador Thiago Pampolha, do ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes, e do deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar.

O caso em julgamento busca reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que em maio do ano anterior absolveu Castro e os demais acusados. O processo investiga supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Em sua análise, a ministra Galotti apontou que as contratações ocorreram à margem das normas constitucionais, sem a devida fiscalização e fora da folha de pagamento do estado. Ela ressaltou que os pagamentos eram realizados diretamente aos beneficiários, em dinheiro. A relatora mencionou depoimentos de testemunhas que alegaram ter sido pressionadas a participar da campanha de Castro e a promover postagens favoráveis ao governador em troca da promessa de manutenção do emprego.

Segundo a ministra, Castro ocupou uma posição central no esquema ilícito, utilizando suas prerrogativas como chefe do Executivo para autorizar e viabilizar as irregularidades.

Após o voto de Galotti, o julgamento foi interrompido devido a um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira. A data para a retomada do julgamento ainda não foi definida.

Durante o julgamento, o vice-procurador eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu a cassação de Castro e sua inelegibilidade por oito anos, alegando vantagem eleitoral na contratação irregular de servidores temporários e na descentralização de recursos para entidades desvinculadas da administração pública. A acusação aponta para a contratação de mais de 27 mil pessoas, com gastos que totalizaram R$ 248 milhões.

Em sua defesa, o advogado de Castro argumentou que o governador apenas sancionou uma lei e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj, não podendo ser responsabilizado por eventuais irregularidades na execução dos programas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

SOBRE O AUTOR

RP News

728×90 – flutuante